Nico Arnicho demonstra Cajons made in MISSOM®

Nico Arnicho, o famoso percussionista oriundo do Uruguai, demonstra nestes dois vídeos como usar os Cajons construídos pela MISSOM®.

É um grande prazer para nós apresentar os nossos instrumentos através de artistas tão valiosos como Nico Arnicho, a quem agradecemos a generosidade. Esperamos que você possa desfrutar dos vídeos!

Parte 1

Parte 2

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Baquetas à medida de cada músico

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MISSOM® será para muitos um nome totalmente desconhecido. Para outros uma ferramenta personalizada. Falamos de uma marca portuguesa criada por Miguel Ralha, que se dedica à criação de baquetas de bateria e instrumentos musicais. Vamos à descoberta deste universo musical.

Ao pronunciar a palavra baquetas a imagem dos dois “pauzinhos” de madeira utilizados para tocar bateria surge no imediato. Há quem afirme que são o prolongamento dos braços do baterista, no entanto, nem toda a gente saberá que a concepção destes simples “pauzinhos” – que podem ter diferentes tamanhos, pesos e espessuras – pode ser bem mais complexa do se imagina que à primeira vista.

Vamos à descoberta da MISSOM®, um fabricante desta ferramenta tão preciosa para os bateristas, na Rua dos Navegantes, 73 na cidade do Porto, Portugal.

Miguel Ralha, pioneiro na criação de baquetas personalizadas para percussão

Miguel Ralha, pioneiro na criação de baquetas personalizadas para percussão

Para nos receber está Miguel Ralha, artesão e professor de flauta, nos Gambozinos – Associação Cultural. O percurso como artesão começou em 1978, onde dentro do artesanato trabalhou em várias áreas. A música ocupou desde sempre um lugar na sua vida, tendo já tocado em grupos como os TocáRufar e Roda Viva. Miguel Ralha começou a dar aulas de flauta aos 15 anos. A solicitação de amigos e músicos para a construção de alguns instrumentos levou-o a juntar o artesanato à música. Uma fusão que, posteriormente, o lançou num novo desafio: a criação de baquetas para bateria. Unindo as duas vocações, Miguel Ralha executa na MISSOM® o projecto de uma vida com preferência para os instrumentos de madeira, pois entende serem os melhores para a aprendizagem dos alunos.

Como recorda Miguel Ralha, foi a partir da proposta de Miguel Bernat, responsável pelos Drumming, que tudo começou. “Ele tinha idealizado umas baquetas que não existiam no mercado e lançou-me o desafio de ser eu a fazê-las”, revela.

Durante um ano desenvolveram uma pesquisa intensa de protótipos até chegarem ao modelo final, sendo que nem o artesão, nem o músico, percebiam o que quer que fosse sobre baquetas. “O Bernat apenas sabia o que queria em termos de executante, mas não fazia a mínima ideia de como é que se construíam ou que tipo de madeira deveríamos utilizar”, confessa. Finalmente, o modelo foi apurado e a partir dele surgiram outras variantes.

De acordo com a explicação, as baquetas do Miguel Bernat são de multipercussão usadas por ele e pelos Drumming num repertório erudito contemporâneo. Além do conjunto Drumming foram ainda criadas, “as Tactus que são extremamente rigorosas e concebidas para caixa de orquestra e as Hibrid que têm uma multifuncionalidade que as torna num modelo dois em um”, explica. Estava assim dado o primeiro passo para o arranque da marca MISSOM®.

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E a curiosidade impõe-se: porquê este nome?

Numa resposta curta e objectiva é-nos desvendado o mistério. “Foi decidido numa reunião de amigos. Por um lado, como me chamo Miguel, os amigos e alunos tratam-me por Mi. O som sugere o som do Mi, logo MISSOM. Por outro, e pensando na possibilidade de internacionalização, é uma palavra que permite ser lida em qualquer língua”.

Madeira, medidas e tempo de vida das baquetas

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A escolha das madeiras é um dos passos fundamentais para a concepção das baquetas, pois uma escolha errada poderá comprometer todo o trabalho que se segue. O freixo e o pau-santo constituem a base da linha produtiva das baquetas MISSOM®, no entanto, há espaço para a experimentação com outros materiais, como, por exemplo, a cerejeira ou a madeira Ipê.

Segundo explica Miguel Ralha, “o freixo utiliza-se para baquetas de multipercussão, como as de caixa e peles. O pau-santo para baterias de Jazz e orquestra”.

Também porque o trabalho exige matéria-prima de qualidade, o investimento é grande e, por vezes, existe a tentação de tentar aproveitar um pouco mais da prancha de madeira que muitas vezes chega à oficina de Miguel Ralha ainda com casca nas extremidades.

Quando este pensamento acontece e o termo “isto passa” é pronunciado o trabalho pára. “Isto passa” significa “asneira” e não vale a pena comprometer e arriscar a qualidade do produto final.

Quando falamos em madeiras surge também a necessidade de definir as medidas e por inerência o peso que cada par de baquetas pode ter, aliadas ainda ao gosto pessoal de cada músico.

Se existem aqueles que preferem baquetas mais compridas e pesadas, outros há que preferem baquetas mais curtas e leves. O mesmo se passa com a duração que esta ferramenta preciosa pode ter. Ou dura uma vida ou 30 minutos. Tudo depende do executante, repertório tocado e instrumentos utilizados.

Desde o protótipo até à baqueta final

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A concepção de um modelo de baquetas nem sempre se traduz num processo pacífico. Para que Miguel Ralha consiga desenvolver um protótipo com um músico significa trabalhar manualmente 10/12 pares de “pauzinhos de madeira”, sendo que cada um pode demorar cinco/seis horas até ficarem prontos. Para o artesão, o ponto de paragem só acontece quando o músico diz: “É isto que eu quero”.

E se inicialmente Miguel tinha pensado apenas fazer os protótipos que seriam depois reproduzidos por outro artesão, a verdade é que essa procura se tornou infrutífera, tendo a falta de rigor sido um dos principais obstáculos a transpor.

Miguel Ralha realça que as cumplicidades e amizades que se criam com os músicos e o facto de acompanhar todo o processo de criação torna o seu trabalho bem mais interessante. Aliás, confessa que o seu maior prazer é ver os músicos executarem a sua arte com um par de baquetas Made in MISSOM®.

Instrumentos pensados ao pormenor

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Qualidade, inovação e capacidade de dar resposta aos pedidos de cada músico são as palavras de ordem que Miguel Ralha impõe no seu trabalho na MISSOM®, onde os modelos são desenvolvidos até ao último pormenor, uma vez que têm uma especificidade que pode ir à décima de milímetro.

Ao contrário do que se possa pensar as baquetas também têm som, sendo nos pratos de bateria onde este é normalmente mais complexo. O rigor que envolve cada criação, associado à precisão que alguns músicos impõem na sua arte e na forma como a executam, não deixam margem de manobra para o erro.

Desde o início da marca MISSOM® que o desafio foi elevado e, por isso, “é fundamental que tenhamos sempre este rigor no controle da qualidade para que possámos garantir que o produto final é impecável”, sublinha o artesão, lembrando que, “não estamos a inventar a pólvora seca. Estamos num mercado onde existem empresas fortíssimas que distribuem para todo o mundo e que têm uma capacidade de produção incrível. Para nos mantermos é necessário que o nosso trabalho nos permita, por um lado, inovar em certos aspectos, por outro, manter uma versatilidade que dê resposta a cada pedido que nos é solicitado e que uma grande empresa não pode dar”.

Precisamente pelo facto de ter iniciado o trabalho na MISSOM® em conjunto com músicos de créditos firmados no meio da música clássica e do jazz que a responsabilidade e a exigência são dois critérios essenciais da marca.

Interview / Entrevista Miguel Ralha – Revista Pública

Entrevista com Miguel Ralha, fundador da MISSOM

Entrevista com Miguel Ralha, fundador da MISSOM

 

Entrevista com Miguel Ralha, fundador da MISSOM

Entrevista com Miguel Ralha, fundador da MISSOM

 

BAQUETAS MISSOM®: Três músicos explicam porquê

Paulo Bandeira, Pedro Carneiro e André Hollanda não têm apenas em comum a ligação à música. São três dos músicos que já fazem parte da lista dos que tocam com baquetas MISSOM®.

Conheça as opiniões de cada um dos músicos sobre os modelos desenvolvidos em conjunto com a MISSOM®, que abrangem áreas tão diferentes como o jazz, rock e música clássica.

Paulo Bandeira – Baterista de Jazz

O músico de jazz, Paulo Bandeira, desenvolveu um modelo de baquetas com o seu próprio nome, que idealizou juntamente com Miguel Ralha.

As Baquetas Paulo Bandeira são feitas em madeira de pau-santo e vieram substituir o modelo americano há anos utilizado pelo músico, que conheceu o artesão através de um amigo comum. Aliando a curiosidade sobre o trabalho desenvolvido por Miguel Ralha com a MISSOM® juntou-se o convite para trabalharem juntos e o resultado está à vista: um modelo de baquetas que veio dar resposta às suas necessidades enquanto executante.Com formação clássica, mas ligado ao jazz há vários anos, Paulo Bandeira tocou sempre com um modelo americano que era alterado por si antes mesmo de ser utilizado.

“As baquetas que usava eram as que mais se aproximavam da minha sensibilidade natural, mas acabava sempre por lhes mudar as pontas raspando-as com uma faca”, recorda. Foi precisamente a partir destas alterações que o estudo do seu próprio modelo começou a ser trabalhado e com o qual tem tocado nos últimos sete meses. Para Paulo Bandeira, o aparecimento das baquetas MISSOM® representa, “ter acesso a um produto nacional que acaba por ser mais barato relativamente aos que chegam dos Estados Unidos ou da Alemanha, mas que pela sua qualidade está ao nível de qualquer marca que se encontra no mercado”. Paulo Bandeira divide o tempo entre o seu trio e quarteto de jazz.

Pedro Carneiro – Percussionista Música Clássica

Pedro Carneiro é actualmente o intérprete português com maior projecção internacional e um dos raros instrumentistas de percussão a dedicar-se por completo a uma carreira de solista. Foi através do compositor Luís Tinoco que tomou conhecimento do trabalho de Miguel Ralha.

O encontro entre ambos proporcionou o desenvolvimento do seu próprio modelo de baquetas. Um par de baquetas concebidas em Ipê que pela forma como foi talhada permitiu, “projectar o som da caixa com a precisão que é fundamental, tornando também o timbre mais rico”, explica.

A ligação de Miguel Ralha à música é, segundo Pedro Carneiro, uma das vantagens que o artesão tem em relação a outros construtores. “A paixão que ele tem pelo seu trabalho e a vontade de fazer ferramentas com que os músicos se possam exprimir livremente, faz de Miguel Ralha e da MISSOM® um aliado”, conclui o músico, que já com apenas 30 anos já tinha tocado em estreia absoluta mais de 70 obras.

André Hollanda – Baterista Rock

O baterista de Jorge Palma, André Hollanda, encontra-se num género musical mais voltado para o rock e também desenvolveu um modelo de baquetas com a MISSOM®.

Confessa que nunca tinha imaginado que um dia pudesse vir a trabalhar com alguém para ter o seu próprio modelo de baquetas feito à medida das suas necessidades. Para André Hollanda, trata-se de uma, “iniciativa pioneira, não só pelo facto de estarmos a falar de um artesão português, mas porque tem desenvolvido o seu trabalho junto dos músicos nacionais”.

Acrescentando que, “também chegou a altura de Portugal ganhar visibilidade nesta vertente”. Actualmente a tocar ao lado de Jorge Palma, André Hollanda foi membro dos Zen e, paralelamente, tem vindo a desenvolver outros projectos.